sexta-feira, 5 de março de 2010

Flores 2



Era uma vez um homem tolo
e uma mulher travessa,
um pedreiro chinês, uma flor
e uma construção no interior do País...




O homem não abriu os olhos,
mas a mulher travessa abriu a flor...
O pedreiro chinês cheirou,
durante longo tempo,
a flor...




A mulher travessa virava massa uma vez por mês...

Até que um dia...

E assim termina a historieta do pedreiro chinês...

Quem gostou, leia mais de uma vez...
Quem não entendeu o sentido leia durante o mês...



quarta-feira, 3 de março de 2010

Reflexos desfocados 2


"Cada pensamento, cada palavra e cada acção têm seu reflexo, sua ressonância e sua reacção..." Sai Baba

segunda-feira, 1 de março de 2010

Confúcio



"Aprender sem pensar é inútil. Pensar sem aprender é perigoso." Confúcio

domingo, 28 de fevereiro de 2010

Chove. Há Silêncio





Chove. Há silêncio, porque a mesma chuva
Não faz ruído senão com sossego.
Chove. O céu dorme. Quando a alma é viúva
Do que não sabe, o sentimento é cego.
Chove. Meu ser (quem sou) renego...

Tão calma é a chuva que se solta no ar
(Nem parece de nuvens) que parece
Que não é chuva, mas um sussurrar
Que de si mesmo, ao sussurrar, se esquece.
Chove. Nada apetece...

Não paira vento, não há céu que eu sinta.
Chove longínqua e indistintamente,
Como uma coisa certa que nos minta,
Como um grande desejo que nos mente.
Chove. Nada em mim sente...

Fernando Pessoa, in "Cancioneiro"

sábado, 27 de fevereiro de 2010

Flores


Se com flores se fizeram revoluções
que linda revolução daria este canteiro!





Quando o clarim do sol toca a matinas
ei-las que emergem do nocturno sono
e as brandas, tenras hastes se perfilam.
Estão fardadas de verde clorofila,
botões vermelhos, faixas amarelas,
penachos brancos que se balanceiam
em mesuras que a aragem determina.
É do regulamento ser viçoso
quando a seiva crepita nas nervuras
e frenética ascende aos altos vértices.

São flores e, como flores, abrem corolas
na memória dos homens.

Recorda o homem que no berço adormecia,
epiderme de flor num sorriso de flor,
e que entre flores correu quando era infante,
ébrio de cheiros,
abrindo os olhos grandes como flores.
Depois, a flor que ela prendeu entre os cabelos,
rede de borboletas, armadilha de unguentos,
o amor à flor dos lábios,
o amor dos lábios desdobrado em flor,
a flor na emboscada, comprometida e ingénua,
colaborante e alheia,
a flor no seu canteiro à espera que a exaltem,
que em respeito a violem
e em sagrado a venerem.

Flores estupefacientes, droga dos olhos, vício dos sentidos.

Ai flores, ai flores das verdes hastes!
A César o que é de César. Às flores o que é das flores.

António Gedeão

sexta-feira, 26 de fevereiro de 2010

Blasted Mechanism


Contempla!
Torna-te a Luz, torna-te o Som.
Tu és o teu Mestre e o teu Deus.
És TU PRÓPRIO o objecto da tua busca.
Rende-te… à VOZ DO SILÊNCIO.

quarta-feira, 24 de fevereiro de 2010